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Sisos: por que extraí-los?

Sisos: por que extraí-los?

Indicações e complicações por não extrair

Dente Incluso
“Órgão dentário que, mesmo completamente desenvolvido, não fez sua erupção na época normal, encontrando-se totalmente rodeado por tecido ósseo ou por tecido ósseo e mucosa” – Centeno GAR, 1987.

Origem do Problema
-Falta de espaço na arcada dentária
-Dentes muito volumosos
-Obstáculo oferecido por dente vizinho
-Resistência do tecido ósseo
-Resistência da fibromucosa que o recobre por sua densidade
-Permanência exagerada de dentes decíduos na arcada
-Perda prematura dos dentes decíduos alterando a posição dos permanentes

Por que extrair os dentes do siso?
Devido às complicações clínicas causadas por eles a principal indicação é a prevenção.
-Prevenção da doença periodontal
-Prevenção da cárie dental
-Prevenção da pericoronarite
-Prevenção da reabsorção radicular
-Dentes retidos sob próteses dentárias
-Prevenção de cistos e tumores odontogênicos
-Prevenção de dor de origem desconhecida
-Prevenção de fratura da mandíbula
-Facilitação do tratamento ortodôntico
-Otimização da saúde periodontal

Como extrair os dentes do siso?
-No consultório odontológico com anestesia local e sedativo via oral: as extrações podem ser realizadas seriadamente, ou seja, um a um ou dois a dois dos dentes inclusos
-Raros casos são extraídos sob anestesia geral no hospital que podem envolver desde o perfil psicológico do paciente que inclusive pode referir traumas cirúrgicos anteriores, pela posição extremamente anômala do dente incluso ou pelo seu envolvimento com outras lesões ou regiões anatômicas comprometedoras

Algumas das suas complicações clínicas abaixo

Acima temos três casos de sisos inferiores semi-inclusos com a presença de um processo denominado Pericoronarite. Esse processo inflamatório gera desconforto e dor aguda necessitando de tratamento medicamentoso e da extração do dente. Somente medicação não cura o paciente que eventualmente sofre muito com este quadro clínico que pode evoluir para um processo infeccioso bastante amplo.

Observe na extremidade da seta a presença da Pericoronarite pela presença de um siso superior semi-incluso. Na foto ao lado podemos observar que após três dias da extração deste dente o tecido já está praticamente saudável.

Acima apresentamos uma paciente com uma Infecção Dental (Processo Séptico Odontogêinco) originado por um terceiro molar inferir direito semi-incluso. Observe o inchaço na face que nada mais é do que o pus armazenado no músculo. Necessitou de antibioticoterapia, extração do dente e drenagem extra-oral.

Apresentamos três casos acima. Observe na primeira radiografia um dente do siso incluso e numa posição horizontal com a presença de um cisto dentígero envolvendo sua coroa. Na radiografia do meio um siso inferior incluso deslocado para porção superior do ramo mandibular por um cisto dentígero e na última radiografia o siso inferior incluso deslocado para porção posterior por uma Tumor denominado Ameloblastoma.

Observe nas radiografias panorâmica e periapical acima a região do terceiro molar inferior esquerdo que está inclinado e ancorado na raiz do segundo molar. Este segundo molar é um dente pilar de uma prótese parcial fixa e foi perdido pela infiltração ao redor das suas raízes. Devido a presença do terceiro molar, o paciente além de sofrer sua extração perdeu também o segundo molar e a prótese fixa.

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Extração dos quatro sisos em um só tempo

Extração dos quatro sisos em um só tempo

Quais as vantagens de uma única cirurgia?

Quais as vantagens para extrair os quatro sisos em uma única cirurgia? Quanto tempo leva?

Hoje, com a tecnologia que existe para esta cirurgia, levamos em média 30 minutos para extrair os quatro dentes do siso em um único tempo cirúrgico. Estamos falando de dentes do siso inclusos e que necessitam ser segmentados. Estamos falando de trinta minutos os quatro e não cada um deles. É claro que dentro de condições normais. Aqui não se encaixam algumas anomalias de posição e forma de dentes.

Fazendo a exodontia de um ou dos quatro dentes do siso incluso a terapêutica empregada é a mesma. Usamos a mesma medicação, os mesmos cuidados físicos pós-cirúrgico e o paciente terá as mesmas privações extraindo um ou os quatro dentes.

As privações são as seguintes: o paciente não deve se expor ao sol por 7 dias ou a qualquer tipo de exercício físico incluindo principalmente academia mesmo que possa “parecer” que está muito bem. Após 48 ou 72hs poderá até ir para a escola e o trabalho dependo do que ele faz.

Dieta: mesmo que o paciente faça a exodontia de somente um dente incluiso a dieta deve ser fria, líquida ou semilíquida superproteica e hipercalórica nas primeiras 24hs e depois alimentação morna e mole por mais 48hs. A dieta será liberada conforme a evolução do paciente.

Dor: não pode haver dor durante a cirurgia com os recursos atuais para uma cirurgia desta com hora marcada. “É proibido ter dor durante a cirurgia”. Após a cirurgia o paciente fará uso de paracetamol ou dipirona se houver dor.

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Extração dos dentes do Siso

Extração dos dentes do Siso

Veja abaixo os tipos de cirurgias realizadas pela Oral Face Care. Clique e conheça cada uma das cirurgias e procedimentos, seus detalhes, resultados que podem ser alcançados, pós-operatório e informações para o sucesso de sua cirurgia.

Dente do siso

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Apnéia do Sono

Apnéia do Sono

Sono: é uma parte essencial de nossa vida, pois após o desgaste natural das horas acordadas ele restabelece os equilíbrios físico, mental e psicológico, isto é, preserva nossa saúde e bem estar.

Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS): é considerada uma doença crônica e progressiva, incapacitante com alta mortalidade e morbidade e com alta incidência na população.

Ocorre quando o fluxo aéreo nasobucal é interrompido por mais de 10 segundos durante o sono sendo estes eventos repetidos por mais de 5 vezes por hora de sono; ou seja, trinta ou mais paradas respiratórias durante sete horas de sono.

A Apnéia poder ser ainda Central significando que o esforço respiratório é iniciado devido a uma disfunção do SNC ou Mista nos casos onde se tem obstrução das vias respiratórias associada a uma disfunção do SNC.

Grau de severidade da Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono
-Suave – de 5 a 10 episódios/hora de paradas respiratórias;
-Moderada – de 15 a 25 episódios/hora de paradas respiratórias;
-Severa – acima 30 episódios/hora de paradas respiratórias.

Conseqüências: além dos transtornos sociais e psicológicos pode provocar:
-Hipertensão;
-Arritmias cardíacas;
-AVC (acidente vascular cerebral) entre outros problemas.

Ronco: corresponde a um ruído provocado pela vibração dos tecidos da garganta durante a passagem do ar. Nem todos as pessoas que roncam tem SAOS, mas todas que tem SAOS roncam. O ronco é também um fator de desagregação familiar, muitas vezes levando a pessoa que ronca a dormir em quarto separado, bem como torna a pessoa que ronca motivo de piadas entre companheiros de trabalho, de pescarias ou acampamentos, ou quando tem que dividir quarto de hotel, etc.

Prevalência
-Ocorre geralmente em indivíduos entre 30 e 60 anos de idade;
-Atualmente 4% das mulheres e 9% dos homens apresentam a SAOS;
-Oito vezes mais freqüente nos homens do que nas mulheres;
-Ocorre principalmente em indivíduos obesos (70%) devido à deposição de tecido adiposo nas paredes da faringe;
-Existe também a predisposição familiar o que indica avaliar precocemente os filhos dos portadores da SAOS.

Sinais e sintomas físicos: os pacientes portadores da SAOS podem apresentar vários sinais e sintomas, mas não necessariamente apresentam todos ao mesmo tempo.
-Ronco;
-Paradas respiratórias;
-Sonolência diurna;
-Dores de cabeça e náusea matinal;
-Grande movimentação na cama;
-Arritmia cardíaca;
-Insônia;
-Sonambulismo;
-Despertares noturnos;
-Poliúria (urinar várias vezes);
-Enurésia (incontinência urinária);
-Soliloquia (falar dormindo);
-Fadiga muscular crônica;
-Baixa de libido (apetite sexual) e impotência sexual.

Sintomas psicológicos
-Irritabilidade;
-Agressividade;
-Depressividade e outros distúrbios comportamentais;
-Diminuição progressiva da memória;
-Dificuldade de aprendizado e raciocínio lógico, cálculos matemáticos, padrões de reconhecimento;
-Processamento verbal complexo e tomadas de decisões prejudicados;
-Indivíduos se tornam menos produtivos e ambiciosos.

Aspectos físicos: os pacientes portadores da SAOS podem apresentar diferentes aspectos físicos, mas não necessariamente apresentam todos ao mesmo tempo.
-Obesidade;
-Mandíbula pequena (queixo curto);
-Sorriso gengival (exposição gengival excessiva quando sorri);
-Língua grande (macroglossia);
-Tonsilas hipertróficas;
-Palato mole aumentado;
-Úvula e amídalas hipertrofiadas;
-Desvio de septo nasal;
-Hipertrofia de cornetos nasais.

Conseqüências cardiorrespiratórias
-Hipóxia tecidual devido à interrupção do fluxo aéreo durante o sono por mais de sete segundos. Faz o paciente acordar;
-Hipercapnia – aumento da freqüência respiratória para compensar a hipóxia Tecidual;
-Hipertensão arterial;
-Infarto do miocárdio;
-Edema agudo do pulmão;
-Morte súbita por parada cardiorrespiratória.

Conseqüências sócio-profissionais
-Crises conjugais;
-Hipersonolência diurna;
-Redução do desempenho no trabalho e nas escolas;
-Acidentes de trânsito e no trabalho.

Causas: a SAOS ocorre pela interrupção da passagem do ar através das vias aéreas superiores que estão obstruídas pela flacidez dos tecidos da garganta e/ou pela redução do diâmetro das vias aéreas superiores.
O ronco é provocado pela vibração do ar nos tecidos flácidos da garganta como palato mole, úvula, língua e faringe.
A flacidez desses tecidos pode ter relação direta com o tamanho diminuído da mandíbula e/ou da maxila.


Paciente com vias aéreas normais – Paciente com diminuição das vias aéreas (SAOS)

Diagnóstico: a maneira convencional para o diagnóstico do Ronco e da SAOS é a observação do sono que pode ser feita domesticamente pelos familiares onde podem ser identificados:
-Os roncos altos;
-A parada de saída de ar pelo nariz ou pela boca;
-Os “despertares” recorrentes causados pela apnéia pelo aspecto de falta de ar.

Polissonografia: exame que faz o diagnóstico definitivo se o paciente tem ou não a SAOS realizado em clínica de sono especializada. É um exame indolor, confortável, onde o paciente dorme uma noite e é monitorado em vários aspectos do sono:
-Contrações musculares;
-Ronco;
-Posição de dormir;
-Problemas respiratórios e cardíacos, entre outros;
-Grau da SAOS (leve, moderada ou grave).

Radiografia de perfil da face: pode determinar o provável local da obstrução da vias aéreas, onde nela se fazem medições (cefalometria)


Radiografia de perfil da face antes e depois da Cirurgia Ortognática para avanço da mandíbula, mento e da maxila. Observar o aumento do diâmetro das vias aéreas marcadas em amarelo antes e depois da cirurgia.

Nasofibrolaringoscopia: é um exame clínico que observa as condições anatômicas da cavidade nasal e da garganta avaliando a condição do trato respiratório do paciente.

Tratamentos: o tratamento da SAOS e do Ronco muitas vezes requer uma inter-relação de profissionais que tenham conhecimento na área da Medicina do Sono como o Cirurgião Dentista e do Médico especialista como pneumologista, neurologista, otorrinolaringologista, endocrinologista, radiologista.

O tratamento indicado da SAOS e Ronco depende do quadro clínico de cada paciente, podendo ser:
-Orientações de forma de dormir;
-Dieta;
-Máscara nasal com pressão positiva (CPAP ou BIPAP);
-Aparelhos intra-orais;
-Procedimentos cirúrgicos.

Aparelhos intra-orais: estes aparelhos são confeccionados por Dentistas com conhecimento na área da Medicina do Sono, de forma individualizada para cada paciente, de modo a posicionar a mandíbula mais para frente fazendo com que a passagem do ar na garganta fique desobstruída. O uso de aparelhos intra-orais são capazes de índice de eficiência da ordem de 87%. Os aparelhos intra-orais apesar de servirem como um tratamento paliativo apresentam uma boa relação custo/benefício devido ao alto índice de sucesso e pelo fato de ser uma técnica reversível. Os aparelhos intra-orais são usados pelos paciente apenas na hora de dormir.

Procedimentos cirúrgicos: os procedimentos cirúrgicos podem atuar em diferentes regiões e a sua escolha depende de onde está o problema principal de cada caso:
-Cirurgia ortognática para avançar a mandibular e/ou a maxila;
-Mentoplastia para avanço do queixo;
-Expansão maxilar (aumento do diâmetro do palato e da fossa nasal)
-Septoplastia (correção do septo nasal);
-Turbinectomia (remoção dos cornetos nasais);
-Uvulofaringopalatoplastia (remoção da úvula, parte do palato mole e da faringe);
-Glossectomia (redução parcial da língua);
-ou ainda a combinação de algumas dessas cirurgias.

Higiene do sono: dormir bem é essencial, pois a quantidade e a qualidade do sono são fundamentais para manter uma boa forma física e mental.
-Mantenha horários relativamente constantes para dormir e acordar;
-Procure dormir somente o necessário;
-Manter-se acordado e deitado por muito tempo na cama não melhora a qualidade do sono;
-O quarto de dormir não deve ser utilizado para trabalhar, estudar ou comer;
-Quem tem insônia deve evitar ler e assistir à televisão antes de dormir;
-Evite bebidas alcoólicas e fumar quatro horas antes de dormir;
-Jante moderadamente em horário regular e adequado. Não deite com fome;
-Não cochile durante o dia. Entretanto, sestas habituais não atrapalham o sono;
-Exercícios físicos devem ser feitos, no máximo, de seis a quatro horas antes de ir para a cama;
-Procure relaxar o corpo e a mente de sessenta a noventa minutos antes de ir para a cama. Nunca tentar resolver problemas antes de dormir;
-Não tome café, chá preto, chocolate ou qualquer bebida estimulante quatro horas antes de dormir;
-Durma em um ambiente sem calor, frio ou ruídos excessivos.

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Apneia do Sono: O que é, como reconhecer e como tratar?

O sono: é uma parte essencial de nossa vida, pois após o desgaste natural das horas acordadas ele restabelece os equilíbrios físico, mental e psicológico, isto é, preserva nossa saúde e bem estar.

A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é considerada uma doença crônica e progressiva, incapacitante com alta mortalidade e morbidade e com alta incidência na população. Esse problema ocorre quando o fluxo aéreo nasobucal é interrompido por mais de 10 segundos durante o sono, sendo estes eventos repetidos por mais de cinco vezes por hora de sono, ou seja, trinta ou mais paradas respiratórias durante sete horas de sono.

 

A apneia poder ser ainda Central, significando que o esforço respiratório é iniciado devido a uma disfunção do Sistema Nervoso Central (SNC), ou Mista nos casos onde se tem obstrução das vias respiratórias, associada a uma disfunção do SNC.

 

Graus de severidade da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono

-Suave – de 5 a 10 episódios/hora de paradas respiratórias;
-Moderada – de 15 a 25 episódios/hora de paradas respiratórias;
-Severa – acima 30 episódios/hora de paradas respiratórias.

Causas

A SAOS ocorre pela interrupção da passagem do ar através das vias aéreas superiores que estão obstruídas pela flacidez dos tecidos da garganta e/ou pela redução do diâmetro das vias aéreas superiores.

O ronco é provocado pela vibração do ar nos tecidos flácidos da garganta como palato mole, úvula, língua e faringe. A flacidez desses tecidos pode ter relação direta com o tamanho diminuído da mandíbula e/ou da maxila. Nem todas as pessoas que roncam tem SAOS, mas todas que tem SAOS roncam.

O ronco é também um fator de desagregação familiar, muitas vezes levando a pessoa que tem esse problema a dormir em um quarto separado, bem como torna-la motivo de piadas entre amigos.

Diagnóstico

A maneira convencional para o diagnóstico do ronco e da SAOS é a observação do sono, que pode ser feita domesticamente pelos familiares. Através dessa observação, podem ser identificados:

– Roncos altos;
– A parada de saída de ar pelo nariz ou pela boca;
– Os despertares recorrentes causados pela apneia, que causa falta de ar.

A polissonografia é um exame que faz o diagnóstico definitivo se o paciente tem ou não a SAOS, pode ser realizado em uma clínica de sono especializada. É um exame indolor, confortável, onde o paciente dorme uma noite na clínica e é monitorado em vários aspectos do sono, como por exemplo, contrações musculares, ronco, posição de dormir, problemas respiratórios e cardíacos, grau da SAOS, entre outros.

A radiografia de perfil da face pode determinar o provável local da obstrução das vias aéreas, onde se fazem medições, conhecida como cefalometria.

O nasofibrolaringoscopia é um exame clínico que observa as condições anatômicas da cavidade nasal e da garganta avaliando a condição do trato respiratório do paciente.

Consequências

Além dos transtornos sociais e psicológicos, a SAOS pode provocar:

-Hipertensão;
-Arritmias cardíacas;
-AVC (acidente vascular cerebral) entre outros problemas.

Prevalência

– Ocorre geralmente em indivíduos entre 30 e 60 anos de idade;
– Atualmente 4% das mulheres e 9% dos homens apresentam a SAOS;
– Oito vezes mais frequente nos homens do que nas mulheres;
– Ocorre principalmente em indivíduos obesos (70%) devido à deposição de tecido adiposo nas paredes da faringe;
– Existe também a predisposição familiar, o que indica avaliar precocemente os filhos dos portadores da SAOS.

Sinais e sintomas físicos

 Os pacientes portadores da SAOS podem apresentar vários sinais e sintomas, mas não necessariamente apresentam todos ao mesmo tempo, tais como:

– Ronco;
– Paradas respiratórias;
– Sonolência diurna;
– Dores de cabeça e náusea matinal;
– Grande movimentação na cama;
– Arritmia cardíaca;
– Insônia;
– Sonambulismo;
– Despertares noturnos;
– Poliúria (urinar várias vezes);
– Enurésia (incontinência urinária);
– Soliloquia (falar dormindo);
– Fadiga muscular crônica;
– Baixa de libido (apetite sexual) e impotência sexual.

Sintomas psicológicos e Aspectos físicos

Os sintomas psicológicos são:

– Irritabilidade;
– Agressividade;
– Depressão e outros distúrbios comportamentais;
– Diminuição progressiva da memória;
– Dificuldade de aprendizado e raciocínio lógico, cálculos matemáticos, padrões de reconhecimento;
– Processamento verbal complexa e tomada de decisões prejudicadas;
– Baixa produtividade.

Os Aspectos físicos 

Pacientes portadores da SAOS podem apresentar diferentes aspectos físicos, mas não necessariamente apresentam todos ao mesmo tempo, como por exemplo:

– Obesidade;
– Mandíbula pequena (queixo curto);
– Sorriso gengival (exposição gengival excessiva quando sorri);
– Macroglossia (língua grande);
– Tonsilas hipertróficas;
– Palato mole aumentado;
– Úvula e amídalas hipertrofiadas;
– Desvio de septo nasal;
– Hipertrofia de cornetos nasais.

Informações adicionais

Consequências cardiorrespiratórias

– Hipóxia tecidual devido à interrupção do fluxo aéreo durante o sono por mais de sete segundos, fazendo o paciente acordar;
– Hipercapnia – aumento da frequência respiratória para compensar a hipóxia tecidual;
– Hipertensão arterial;
– Infarto do miocárdio;
– Edema agudo do pulmão;
– Morte súbita por parada cardiorrespiratória.

 Tratamentos

 O tratamento da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono e do ronco muitas vezes requer uma inter-relação de profissionais que tenham conhecimento na área da Medicina do Sono, como o cirurgião dentista e de um médico especialista como, por exemplo, pneumologista, neurologista, otorrinolaringologista, endocrinologista, radiologista.

O tratamento indicado depende do quadro clínico de cada paciente, podendo ser orientações na forma de dormir, dieta, máscara nasal com pressão positiva (CPAP ou BIPAP) aparelhos intraorais e procedimentos cirúrgicos.

Os aparelhos intraorais são confeccionados por dentistas com conhecimento na área da Medicina do Sono, de forma individualizada para cada paciente, de modo a posicionar a mandíbula mais para frente fazendo com que a passagem do ar na garganta fique desobstruída durante o sono. O uso desses tem índice de eficiência da em 87% dos casos.

Apesar de servirem como tratamento paliativo, os aparelhos intraorais apresentam uma boa relação custo/benefício, devido ao alto índice de sucesso e pelo fato de ser uma técnica reversível.

Procedimentos cirúrgicos

Os procedimentos cirúrgicos podem atuar em diferentes regiões e depende de onde está o problema principal e em alguns casos, o paciente necessita da combinação de uma ou mais dessas cirurgias:

– Cirurgia ortognática para avançar a mandibular e/ou a maxila;
– Mentoplastia para avanço do queixo;
– Expansão maxilar (aumento do diâmetro do palato e da fossa nasal);
– Septoplastia (correção do septo nasal);
– Turbinectomia (remoção dos cornetos nasais);
– Uvulofaringopalatoplastia (remoção da úvula, parte do palato mole e da faringe);
– Glossectomia (redução parcial da língua);

Higiene do sono

Dormir bem é essencial, pois a quantidade e a qualidade do sono são fundamentais para manter uma boa forma física e mental. Por isso, separamos dicas para que você possa dormir melhor:

– Mantenha horários relativamente constantes para dormir e acordar;
– Procure dormir somente o necessário;
– Manter-se acordado e deitado por muito tempo na cama não melhora a qualidade do sono;
– O quarto não deve ser utilizado para trabalhar, estudar ou comer;
– Quem tem insônia, deve evitar ler e assistir à televisão antes de dormir;
– Evite bebidas alcoólicas e fumar quatro horas antes de dormir;
– Jante moderadamente em horário regular e adequado. Não deite com fome;
– Não cochile durante o dia. Entretanto, sestas habituais não atrapalham o sono;
– Exercícios físicos devem ser feitos, no máximo, de seis a quatro horas antes de ir para a cama;
– Procure relaxar o corpo e a mente de sessenta a noventa minutos antes de ir para a cama.
– Nunca tente resolver problemas antes de dormir;
– Não tome café, chá preto ou qualquer bebida estimulante quatro horas antes de dormir;
– Durma em um ambiente sem calor, frio ou ruídos excessivos.

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Desordens temporomandibulares (DTM)

Desordens temporomandibulares (DTM)

O que são Desordens Temporomandibulares

“Desordens Temporomandibulares (DTM)”

Em 1934, James Costen, um otorrinolaringologista, descreveu pela primeira a dor nas articulações temporomandibulares.

Em 1982, Bell WE, sugeriu o termo Desordens Temporomandibulares para os distúrbios do sistema mastigatório.

Em 1985, a American Dental Association, adotou o termo Desordens Temporomandibulares (DTM) para incluir todos os distúrbios funcionais do sistema
mastigatório.

Os Distúrbios do Sistema Mastigatório compreendem:
-Desordens dos músculos mastigatórios;
-Desordens do complexo côndilo-disco;
-Incompatibilidade estrutural das superfícies articulares;
-Desordens inflamatórias da ATM.

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