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Apnéia do Sono

Sono: é uma parte essencial de nossa vida, pois após o desgaste natural das horas acordadas ele restabelece os equilíbrios físico, mental e psicológico, isto é, preserva nossa saúde e bem estar.

Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS): é considerada uma doença crônica e progressiva, incapacitante com alta mortalidade e morbidade e com alta incidência na população.

Ocorre quando o fluxo aéreo nasobucal é interrompido por mais de 10 segundos durante o sono sendo estes eventos repetidos por mais de 5 vezes por hora de sono; ou seja, trinta ou mais paradas respiratórias durante sete horas de sono.

A Apnéia poder ser ainda Central significando que o esforço respiratório é iniciado devido a uma disfunção do SNC ou Mista nos casos onde se tem obstrução das vias respiratórias associada a uma disfunção do SNC.

Grau de severidade da Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono
-Suave – de 5 a 10 episódios/hora de paradas respiratórias;
-Moderada – de 15 a 25 episódios/hora de paradas respiratórias;
-Severa – acima 30 episódios/hora de paradas respiratórias.

Conseqüências: além dos transtornos sociais e psicológicos pode provocar:
-Hipertensão;
-Arritmias cardíacas;
-AVC (acidente vascular cerebral) entre outros problemas.

Ronco: corresponde a um ruído provocado pela vibração dos tecidos da garganta durante a passagem do ar. Nem todos as pessoas que roncam tem SAOS, mas todas que tem SAOS roncam. O ronco é também um fator de desagregação familiar, muitas vezes levando a pessoa que ronca a dormir em quarto separado, bem como torna a pessoa que ronca motivo de piadas entre companheiros de trabalho, de pescarias ou acampamentos, ou quando tem que dividir quarto de hotel, etc.

Prevalência
-Ocorre geralmente em indivíduos entre 30 e 60 anos de idade;
-Atualmente 4% das mulheres e 9% dos homens apresentam a SAOS;
-Oito vezes mais freqüente nos homens do que nas mulheres;
-Ocorre principalmente em indivíduos obesos (70%) devido à deposição de tecido adiposo nas paredes da faringe;
-Existe também a predisposição familiar o que indica avaliar precocemente os filhos dos portadores da SAOS.

Sinais e sintomas físicos: os pacientes portadores da SAOS podem apresentar vários sinais e sintomas, mas não necessariamente apresentam todos ao mesmo tempo.
-Ronco;
-Paradas respiratórias;
-Sonolência diurna;
-Dores de cabeça e náusea matinal;
-Grande movimentação na cama;
-Arritmia cardíaca;
-Insônia;
-Sonambulismo;
-Despertares noturnos;
-Poliúria (urinar várias vezes);
-Enurésia (incontinência urinária);
-Soliloquia (falar dormindo);
-Fadiga muscular crônica;
-Baixa de libido (apetite sexual) e impotência sexual.

Sintomas psicológicos
-Irritabilidade;
-Agressividade;
-Depressividade e outros distúrbios comportamentais;
-Diminuição progressiva da memória;
-Dificuldade de aprendizado e raciocínio lógico, cálculos matemáticos, padrões de reconhecimento;
-Processamento verbal complexo e tomadas de decisões prejudicados;
-Indivíduos se tornam menos produtivos e ambiciosos.

Aspectos físicos: os pacientes portadores da SAOS podem apresentar diferentes aspectos físicos, mas não necessariamente apresentam todos ao mesmo tempo.
-Obesidade;
-Mandíbula pequena (queixo curto);
-Sorriso gengival (exposição gengival excessiva quando sorri);
-Língua grande (macroglossia);
-Tonsilas hipertróficas;
-Palato mole aumentado;
-Úvula e amídalas hipertrofiadas;
-Desvio de septo nasal;
-Hipertrofia de cornetos nasais.

Conseqüências cardiorrespiratórias
-Hipóxia tecidual devido à interrupção do fluxo aéreo durante o sono por mais de sete segundos. Faz o paciente acordar;
-Hipercapnia – aumento da freqüência respiratória para compensar a hipóxia Tecidual;
-Hipertensão arterial;
-Infarto do miocárdio;
-Edema agudo do pulmão;
-Morte súbita por parada cardiorrespiratória.

Conseqüências sócio-profissionais
-Crises conjugais;
-Hipersonolência diurna;
-Redução do desempenho no trabalho e nas escolas;
-Acidentes de trânsito e no trabalho.

Causas: a SAOS ocorre pela interrupção da passagem do ar através das vias aéreas superiores que estão obstruídas pela flacidez dos tecidos da garganta e/ou pela redução do diâmetro das vias aéreas superiores.
O ronco é provocado pela vibração do ar nos tecidos flácidos da garganta como palato mole, úvula, língua e faringe.
A flacidez desses tecidos pode ter relação direta com o tamanho diminuído da mandíbula e/ou da maxila.


Paciente com vias aéreas normais – Paciente com diminuição das vias aéreas (SAOS)

Diagnóstico: a maneira convencional para o diagnóstico do Ronco e da SAOS é a observação do sono que pode ser feita domesticamente pelos familiares onde podem ser identificados:
-Os roncos altos;
-A parada de saída de ar pelo nariz ou pela boca;
-Os “despertares” recorrentes causados pela apnéia pelo aspecto de falta de ar.

Polissonografia: exame que faz o diagnóstico definitivo se o paciente tem ou não a SAOS realizado em clínica de sono especializada. É um exame indolor, confortável, onde o paciente dorme uma noite e é monitorado em vários aspectos do sono:
-Contrações musculares;
-Ronco;
-Posição de dormir;
-Problemas respiratórios e cardíacos, entre outros;
-Grau da SAOS (leve, moderada ou grave).

Radiografia de perfil da face: pode determinar o provável local da obstrução da vias aéreas, onde nela se fazem medições (cefalometria)


Radiografia de perfil da face antes e depois da Cirurgia Ortognática para avanço da mandíbula, mento e da maxila. Observar o aumento do diâmetro das vias aéreas marcadas em amarelo antes e depois da cirurgia.

Nasofibrolaringoscopia: é um exame clínico que observa as condições anatômicas da cavidade nasal e da garganta avaliando a condição do trato respiratório do paciente.

Tratamentos: o tratamento da SAOS e do Ronco muitas vezes requer uma inter-relação de profissionais que tenham conhecimento na área da Medicina do Sono como o Cirurgião Dentista e do Médico especialista como pneumologista, neurologista, otorrinolaringologista, endocrinologista, radiologista.

O tratamento indicado da SAOS e Ronco depende do quadro clínico de cada paciente, podendo ser:
-Orientações de forma de dormir;
-Dieta;
-Máscara nasal com pressão positiva (CPAP ou BIPAP);
-Aparelhos intra-orais;
-Procedimentos cirúrgicos.

Aparelhos intra-orais: estes aparelhos são confeccionados por Dentistas com conhecimento na área da Medicina do Sono, de forma individualizada para cada paciente, de modo a posicionar a mandíbula mais para frente fazendo com que a passagem do ar na garganta fique desobstruída. O uso de aparelhos intra-orais são capazes de índice de eficiência da ordem de 87%. Os aparelhos intra-orais apesar de servirem como um tratamento paliativo apresentam uma boa relação custo/benefício devido ao alto índice de sucesso e pelo fato de ser uma técnica reversível. Os aparelhos intra-orais são usados pelos paciente apenas na hora de dormir.

Procedimentos cirúrgicos: os procedimentos cirúrgicos podem atuar em diferentes regiões e a sua escolha depende de onde está o problema principal de cada caso:
-Cirurgia ortognática para avançar a mandibular e/ou a maxila;
-Mentoplastia para avanço do queixo;
-Expansão maxilar (aumento do diâmetro do palato e da fossa nasal)
-Septoplastia (correção do septo nasal);
-Turbinectomia (remoção dos cornetos nasais);
-Uvulofaringopalatoplastia (remoção da úvula, parte do palato mole e da faringe);
-Glossectomia (redução parcial da língua);
-ou ainda a combinação de algumas dessas cirurgias.

Higiene do sono: dormir bem é essencial, pois a quantidade e a qualidade do sono são fundamentais para manter uma boa forma física e mental.
-Mantenha horários relativamente constantes para dormir e acordar;
-Procure dormir somente o necessário;
-Manter-se acordado e deitado por muito tempo na cama não melhora a qualidade do sono;
-O quarto de dormir não deve ser utilizado para trabalhar, estudar ou comer;
-Quem tem insônia deve evitar ler e assistir à televisão antes de dormir;
-Evite bebidas alcoólicas e fumar quatro horas antes de dormir;
-Jante moderadamente em horário regular e adequado. Não deite com fome;
-Não cochile durante o dia. Entretanto, sestas habituais não atrapalham o sono;
-Exercícios físicos devem ser feitos, no máximo, de seis a quatro horas antes de ir para a cama;
-Procure relaxar o corpo e a mente de sessenta a noventa minutos antes de ir para a cama. Nunca tentar resolver problemas antes de dormir;
-Não tome café, chá preto, chocolate ou qualquer bebida estimulante quatro horas antes de dormir;
-Durma em um ambiente sem calor, frio ou ruídos excessivos.

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Apneia do Sono: O que é, como reconhecer e como tratar?

O sono: é uma parte essencial de nossa vida, pois após o desgaste natural das horas acordadas ele restabelece os equilíbrios físico, mental e psicológico, isto é, preserva nossa saúde e bem estar.

A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é considerada uma doença crônica e progressiva, incapacitante com alta mortalidade e morbidade e com alta incidência na população. Esse problema ocorre quando o fluxo aéreo nasobucal é interrompido por mais de 10 segundos durante o sono, sendo estes eventos repetidos por mais de cinco vezes por hora de sono, ou seja, trinta ou mais paradas respiratórias durante sete horas de sono.

 

A apneia poder ser ainda Central, significando que o esforço respiratório é iniciado devido a uma disfunção do Sistema Nervoso Central (SNC), ou Mista nos casos onde se tem obstrução das vias respiratórias, associada a uma disfunção do SNC.

 

Graus de severidade da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono

-Suave – de 5 a 10 episódios/hora de paradas respiratórias;
-Moderada – de 15 a 25 episódios/hora de paradas respiratórias;
-Severa – acima 30 episódios/hora de paradas respiratórias.

Causas

A SAOS ocorre pela interrupção da passagem do ar através das vias aéreas superiores que estão obstruídas pela flacidez dos tecidos da garganta e/ou pela redução do diâmetro das vias aéreas superiores.

O ronco é provocado pela vibração do ar nos tecidos flácidos da garganta como palato mole, úvula, língua e faringe. A flacidez desses tecidos pode ter relação direta com o tamanho diminuído da mandíbula e/ou da maxila. Nem todas as pessoas que roncam tem SAOS, mas todas que tem SAOS roncam.

O ronco é também um fator de desagregação familiar, muitas vezes levando a pessoa que tem esse problema a dormir em um quarto separado, bem como torna-la motivo de piadas entre amigos.

Diagnóstico

A maneira convencional para o diagnóstico do ronco e da SAOS é a observação do sono, que pode ser feita domesticamente pelos familiares. Através dessa observação, podem ser identificados:

– Roncos altos;
– A parada de saída de ar pelo nariz ou pela boca;
– Os despertares recorrentes causados pela apneia, que causa falta de ar.

A polissonografia é um exame que faz o diagnóstico definitivo se o paciente tem ou não a SAOS, pode ser realizado em uma clínica de sono especializada. É um exame indolor, confortável, onde o paciente dorme uma noite na clínica e é monitorado em vários aspectos do sono, como por exemplo, contrações musculares, ronco, posição de dormir, problemas respiratórios e cardíacos, grau da SAOS, entre outros.

A radiografia de perfil da face pode determinar o provável local da obstrução das vias aéreas, onde se fazem medições, conhecida como cefalometria.

O nasofibrolaringoscopia é um exame clínico que observa as condições anatômicas da cavidade nasal e da garganta avaliando a condição do trato respiratório do paciente.

Consequências

Além dos transtornos sociais e psicológicos, a SAOS pode provocar:

-Hipertensão;
-Arritmias cardíacas;
-AVC (acidente vascular cerebral) entre outros problemas.

Prevalência

– Ocorre geralmente em indivíduos entre 30 e 60 anos de idade;
– Atualmente 4% das mulheres e 9% dos homens apresentam a SAOS;
– Oito vezes mais frequente nos homens do que nas mulheres;
– Ocorre principalmente em indivíduos obesos (70%) devido à deposição de tecido adiposo nas paredes da faringe;
– Existe também a predisposição familiar, o que indica avaliar precocemente os filhos dos portadores da SAOS.

Sinais e sintomas físicos

 Os pacientes portadores da SAOS podem apresentar vários sinais e sintomas, mas não necessariamente apresentam todos ao mesmo tempo, tais como:

– Ronco;
– Paradas respiratórias;
– Sonolência diurna;
– Dores de cabeça e náusea matinal;
– Grande movimentação na cama;
– Arritmia cardíaca;
– Insônia;
– Sonambulismo;
– Despertares noturnos;
– Poliúria (urinar várias vezes);
– Enurésia (incontinência urinária);
– Soliloquia (falar dormindo);
– Fadiga muscular crônica;
– Baixa de libido (apetite sexual) e impotência sexual.

Sintomas psicológicos e Aspectos físicos

Os sintomas psicológicos são:

– Irritabilidade;
– Agressividade;
– Depressão e outros distúrbios comportamentais;
– Diminuição progressiva da memória;
– Dificuldade de aprendizado e raciocínio lógico, cálculos matemáticos, padrões de reconhecimento;
– Processamento verbal complexa e tomada de decisões prejudicadas;
– Baixa produtividade.

Os Aspectos físicos 

Pacientes portadores da SAOS podem apresentar diferentes aspectos físicos, mas não necessariamente apresentam todos ao mesmo tempo, como por exemplo:

– Obesidade;
– Mandíbula pequena (queixo curto);
– Sorriso gengival (exposição gengival excessiva quando sorri);
– Macroglossia (língua grande);
– Tonsilas hipertróficas;
– Palato mole aumentado;
– Úvula e amídalas hipertrofiadas;
– Desvio de septo nasal;
– Hipertrofia de cornetos nasais.

Informações adicionais

Consequências cardiorrespiratórias

– Hipóxia tecidual devido à interrupção do fluxo aéreo durante o sono por mais de sete segundos, fazendo o paciente acordar;
– Hipercapnia – aumento da frequência respiratória para compensar a hipóxia tecidual;
– Hipertensão arterial;
– Infarto do miocárdio;
– Edema agudo do pulmão;
– Morte súbita por parada cardiorrespiratória.

 Tratamentos

 O tratamento da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono e do ronco muitas vezes requer uma inter-relação de profissionais que tenham conhecimento na área da Medicina do Sono, como o cirurgião dentista e de um médico especialista como, por exemplo, pneumologista, neurologista, otorrinolaringologista, endocrinologista, radiologista.

O tratamento indicado depende do quadro clínico de cada paciente, podendo ser orientações na forma de dormir, dieta, máscara nasal com pressão positiva (CPAP ou BIPAP) aparelhos intraorais e procedimentos cirúrgicos.

Os aparelhos intraorais são confeccionados por dentistas com conhecimento na área da Medicina do Sono, de forma individualizada para cada paciente, de modo a posicionar a mandíbula mais para frente fazendo com que a passagem do ar na garganta fique desobstruída durante o sono. O uso desses tem índice de eficiência da em 87% dos casos.

Apesar de servirem como tratamento paliativo, os aparelhos intraorais apresentam uma boa relação custo/benefício, devido ao alto índice de sucesso e pelo fato de ser uma técnica reversível.

Procedimentos cirúrgicos

Os procedimentos cirúrgicos podem atuar em diferentes regiões e depende de onde está o problema principal e em alguns casos, o paciente necessita da combinação de uma ou mais dessas cirurgias:

– Cirurgia ortognática para avançar a mandibular e/ou a maxila;
– Mentoplastia para avanço do queixo;
– Expansão maxilar (aumento do diâmetro do palato e da fossa nasal);
– Septoplastia (correção do septo nasal);
– Turbinectomia (remoção dos cornetos nasais);
– Uvulofaringopalatoplastia (remoção da úvula, parte do palato mole e da faringe);
– Glossectomia (redução parcial da língua);

Higiene do sono

Dormir bem é essencial, pois a quantidade e a qualidade do sono são fundamentais para manter uma boa forma física e mental. Por isso, separamos dicas para que você possa dormir melhor:

– Mantenha horários relativamente constantes para dormir e acordar;
– Procure dormir somente o necessário;
– Manter-se acordado e deitado por muito tempo na cama não melhora a qualidade do sono;
– O quarto não deve ser utilizado para trabalhar, estudar ou comer;
– Quem tem insônia, deve evitar ler e assistir à televisão antes de dormir;
– Evite bebidas alcoólicas e fumar quatro horas antes de dormir;
– Jante moderadamente em horário regular e adequado. Não deite com fome;
– Não cochile durante o dia. Entretanto, sestas habituais não atrapalham o sono;
– Exercícios físicos devem ser feitos, no máximo, de seis a quatro horas antes de ir para a cama;
– Procure relaxar o corpo e a mente de sessenta a noventa minutos antes de ir para a cama.
– Nunca tente resolver problemas antes de dormir;
– Não tome café, chá preto ou qualquer bebida estimulante quatro horas antes de dormir;
– Durma em um ambiente sem calor, frio ou ruídos excessivos.

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