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Encontre um bom profissional para realizar cirurgia ortognática

Encontre um bom profissional para realizar cirurgia ortognática

Sempre que surge algum incômodo na região bucal, nosso primeiro pensamento sempre se volta para cáries, extrações de dentes ou até aparelhos e expansores. Pouca gente sabe, mas em muitos casos, a solução pode envolver até uma cirurgia ortognática.

 

Veja a seguir no que consiste este procedimento, a quem ele se aplica e, principalmente, como encontrar um bom profissional para realizar cirurgia ortognática em cada caso.

 

O que é a cirurgia ortognática?

 

Também conhecida como cirurgia corretiva dos maxilares, é um procedimento destinado a proporcionar a melhor oclusão (mordida) possível através de técnicas voltadas para a correção de determinadas condições dos maxilares e do rosto.

 

Estas condições podem ser relacionadas à estrutura, crescimento, distúrbios da ATM, apneia do sono, problemas de má oclusão ou outras questões de ortodontia que não podem ser tratadas com o uso de aparelhos específicos.

 

Prováveis candidatos a uma cirurgia ortognática

 

Como os maxilares crescem gradualmente, os maxilares superior e inferior podem se desalinhar. Isso pode afetar a oclusão, impactando a mastigação, a fala, a saúde bucal vitalícia e até a parte estética e comportamental.

 

Estes são alguns dos sintomas comuns em pacientes que recebem a indicação para a cirurgia ortognática:

 

  • Dificuldade para mastigar, morder ou engolir;
  • Problemas de fala;
  • Dor crônica de mandíbula ou ATM;
  • Mordida aberta;
  • Casos de prognatismo (projeção exagerada da mandíbula) ou de retrognatismo (ausência do desenvolvimento mandibular);
  • Problemas de respiração devido à colocação do maxilar.

 

Como encontrar um bom profissional para realizar cirurgia ortognática

 

Uma pesquisa breve, com a ajuda dos profissionais e dos canais certos, pode ajudar a encontrar o profissional certo para o seu caso. Veja como fazer isso nos tópicos a seguir:

 

Converse com o seu dentista

 

Sua primeira parada deve ser no consultório do seu dentista regular – que muitas vezes é o primeiro a sugerir a cirurgia.

 

É muito provável que ele já tenha uma recomendação – um profissional de sua confiança, com quem ele já atue em parceria e que tenha conhecimento da área que engloba seu caso. De toda forma, é válido fazer alguns questionamentos:

 

  • Por que você recomenda este cirurgião?
  • Quais são as suas especialidades?
  • Qual é a especialidade deste cirurgião?
  • Você iria a este cirurgião?

Converse com amigos, familiares e outros profissionais que já cuidem de sua saúde

 

Pessoas que já passaram por uma cirurgia ortognática ou possuem alguém próximo que já tenha realizado o procedimento são fontes valiosas de indicação.

 

Através deles é possível encontrar pontos positivos e negativos do profissional e descobrir se ele é de fato a melhor indicação não só para o seu caso, mas para o tipo de paciente que você é.

 

É por isso que os médicos de outras especialidades que já cuidam de sua saúde são também uma boa fonte de informação. Eles já conhecem seu histórico médico, seus hábitos, seu comportamento perante a outros tratamentos – podendo assim indicar um bom profissional para realizar cirurgia ortognática no seu caso.

 

Faça uma busca na internet

 

Se você não tem um dentista fixo, que pode recomendar um cirurgião oral, e seus amigos e familiares não podem ajudá-lo, é hora de colocar a internet ao seu favor.

 

O primeiro passo é buscar informações em sites de busca, como o Google e o Bing. É comum que os profissionais possuam publicações sobre o tema.

 

Busque também grupos sobre o tema em redes sociais como o Facebook. Você certamente encontrará outras pessoas com casos semelhantes ou parecidos com o seu, o que ajuda a obter indicações mais assertivas.

 

Aproveite a internet também para pesquisar sobre os profissionais que forem indicados: educação, tempo de experiência, afiliações profissionais. especializações e muito mais provavelmente estarão ao seu alcance em poucos cliques.

 

Contar com um bom profissional para realizar cirurgia ortognática é fundamental

 

É importante conhecer pessoalmente cada profissional antes de tomar a decisão final sobre o profissional que será o responsável por sua cirurgia ortognática.

 

Assim você pode fazer todas as perguntas (leve suas principais dúvidas anotadas no papel ou no celular, para garantir que nada será esquecido), ver o planejamento da cirurgia, entender como ele age no pré e pós-operatório, o tipo de suporte que ele fornece durante a sua recuperação – e se tudo isso está de acordo com as suas expectativas.

 

Uma cirurgia bem-sucedida também é o resultado de uma boa relação de confiança entre você e o cirurgião!

 

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Sorriso gengival pode ser corrigido com cirurgia ortognática

Sorriso gengival pode ser corrigido com cirurgia ortognática

Entre os problemas de simetria que ocorrem por causa do crescimento inadequado dos ossos da face, o sorriso gengival é uma das mais conhecidas. Ela se apresenta como uma exposição exagerada da gengiva quando a pessoa sorri, e costuma acontecer mais em mulheres do que em homens.

 

Podemos considerar um sorriso como gengival quando mais de 4 milímetros da gengiva ficam expostos. Essa condição pode ser resultado de vários problemas, como lábios pequenos, hipertrofia gengival e coroa dos dentes curta, mas o crescimento ósseo é a causa mais comum.

 

O sorriso gengival, apesar de não causar nenhum problema de saúde físico, pode causar desconforto, problemas de autoestima e distúrbios sociais. Quem passa por esse problema pode ficar com vergonha de conversar com outras pessoas ou sorrir em público.

 

No texto de hoje, vamos falar um pouco mais sobre essa condição e explicar como o sorriso gengival pode ser corrigido com cirurgia ortognática.

 

O que causa o sorriso gengival?

 

Ainda que o sorriso gengival possa ser causado por muitos fatores – lábios pequenos, hipertrofia gengival etc. –, o motivo mais comum é o crescimento vertical exagerado do osso maxilar. Com o osso maior do que o normal, a gengiva fica deslocada e aparece quando o indivíduo sorri.

 

Quando esse é o caso, a melhor solução para corrigir o problema é a cirurgia ortognática.

 

O que é a cirurgia ortognática?

 

A cirurgia ortognática é um procedimento que reposiciona os ossos da face para deixar o rosto do paciente mais simétrico. Nesse procedimento, que acontece majoritariamente na parte interna da boca, o cirurgião faz as incisões necessárias e, então, reposiciona a mandíbula, o maxilar e outros músculos e ossos que façam a diferença na expressão do paciente.

 

A cirurgia costuma durar de 2 a 4 horas e é feita em ambiente hospitalar, com anestesia geral. No caso do sorriso gengival, o médico serra o excesso do osso maxilar e o reposiciona de modo que a gengiva não apareça quando o paciente sorri.

 

Além do sorriso gengival, a cirurgia ortognática também ajuda a corrigir outros problemas causados pelo crescimento excessivo ou inadequado de ossos da face, como a assimetria facial, a mordida cruzada e a mordida aberta anterior.

 

Quais são os cuidados necessários nessa cirurgia?

 

Os cuidados pré e pós-cirúrgicos da cirurgia ortognática são muito importantes para garantir um resultado final de qualidade.

 

Entre os cuidados pós-operatórios mais importantes está o uso de medicamentos, na dose e nos horários indicados pelo médico, para evitar inflamações e diminuir o desconforto do paciente. Além disso, comparecer às consultas para garantir que o osso está cicatrizando da maneira correta é essencial.

 

Por algum tempo após a cirurgia, será necessário usar o aparelho ortodôntico para garantir que a dentição continuará adequada. Ainda que possa ser desconfortável no início, o paciente se acostuma depois de algum tempo. O aparelho deve ser usado até a liberação médica.

 

Quanto aos cuidados pré-cirúrgicos, fazer os exames necessários antes da cirurgia é o mais importante. Esses exames garantem que o paciente está em condições de passar pelo procedimento cirúrgico sem que sua saúde seja comprometida.

 

Além disso, há um cuidado que pode fazer toda a diferença no procedimento e nos resultados finais: a escolha do profissional certo. A cirurgia ortognática só pode ser realizada por dentistas especializados em cirurgia buco-maxilo-facial.

 

Os pacientes que tiverem interesse nesse tipo de cirurgia podem entrar no site do Conselho Regional de Odontologia de suas regiões para procurar um profissional que tenha essa especialização.

 

Essa busca é muito importante para garantir o sucesso do procedimento,não hesite em conversar com diversos profissionais, pedir indicações, conversar com pessoas que fizeram a cirurgia e pedir para que os dentistas comprovem suas especializações. Afinal, é sua saúde que está em jogo.

 

Ainda que muitas pessoas tenham receio de fazer uma intervenção cirúrgica em questões majoritariamente estéticas, como o sorriso gengival, podemos garantir que a cirurgia ortognática traz resultados definitivos, que podem melhorar sua autoestima, sua vida social e sua autoimagem. Nesse sentido, o sorriso gengival pode ser corrigido com cirurgia ortognática e melhorar a qualidade de vida do paciente. Investir em sua saúde mental é tão importante quanto investir na saúde física!

 

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Saiba o que fazer quando a mandíbula travar

Saiba o que fazer quando a mandíbula travar

A mandíbula travada infelizmente é um problema que vem se tornando cada vez mais comum – e muitas pessoas têm dúvidas sobre o que fazer quando a mandíbula trava, como evitar o problema e, principalmente, qual é o tratamento certo para evitar problemas mais graves.

 

Para saber mais sobre o tema e saber como agir nessa situação, siga na leitura do artigo a seguir e confira nossas dicas.

 

Como reconhecer uma mandíbula travada

 

A articulação entre os maxilares superior e inferior é uma das mais complexas do corpo, responsável por mover o maxilar inferior para frente, para trás e para os lados.

 

A DTM, ou Distúrbio da Articulação Temporomandibular, ocorre quando esta articulação, a ATM, não está funcionando corretamente: a mandíbula está estalando ou travando – impedindo a abertura parcial ou total da boca.

 

Principais sintomas

 

O diagnóstico preciso só pode ser dado por um profissional da saúde bucal, depois de uma série de exames, como ressonância ou raio x, já que muitos dos sintomas que você verá a seguir também são indícios de outros problemas:

 

  • Dores de cabeça (em alguns casos tão intensas como em uma crise de enxaqueca);
  • Dores de ouvido;
  • Dor e pressão por trás dos olhos;
  • Sons de estalo ou dores quando o paciente movimenta a boca – bocejo, mastigação ou abertura ampla da boca;
  • Mandíbulas travadas ou que se desencaixam;
  • Tensão dos músculos maxilares;
  • Mudança repentina no encaixe dos dentes superiores e inferiores.

Por que a mandíbula trava?

 

Pode ser difícil determinar a causa exata do Distúrbio da ATM em um paciente, já que os sintomas podem ser resultado da combinação de fatores como:

 

  • Genética;
  • Artrite;
  • Lesão no maxilar;
  • Estresse;
  • Maloclusão devido à ausência de alguns dentes.

 

Algumas pessoas que apresentam dor ou travamento na mandíbula também tendem a apresentar bruxismo – embora muitas pessoas que apresentem o problema podem não desenvolver distúrbios da ATM.

 

Doenças orais, febres ou outros problemas que apresentam sintomas na boca também podem causar o travamento da mandíbula. Isso pode ocorrer porque os músculos do maxilar inflamam e se desgastam ou ficam fragilizados por conta do inchaço e da fraqueza do tecido. Com isso, os músculos e ligamentos da região não funcionam de acordo, resultando na manifestação do sintoma.

 

O que fazer quando a mandíbula trava

 

Com relação a o que fazer quando a mandíbula trava, existem algumas técnicas que o paciente pode tentar fazer para contornar o problema antes de procurar um profissional especializado. Veja a seguir:

 

  • Relaxar: respirar fundo e tentar se acalmar ajuda a controlar o ciclo de dor causado pelo travamento dos músculos mastigatórios;
  • Utilizar bolsas de água quente nas laterais da boca: um cuidado comum em torno do que fazer quando a mandíbula trava é usar o calor. Ele pode ajudar a relaxar os músculos da região. O ideal é fazer a aplicação por no máximo 45 minutos, sempre protegido por toalhas para evitar queimaduras;
  • Movimentar cuidadosamente a região: alguns pacientes conseguem destravar o maxilar movendo a mandíbula em movimentos laterais e/ou circulatórios, até que a articulação retorne para a posição certa.

Como tratar e evitar o problema

 

Muitos pacientes obtêm bons resultados adotando uma rotina de cuidados – como o uso de medicação para reduzir a dor, o estresse e a tensão muscular como alternativa.

 

Existem também algumas pessoas que experimentam uma boa dose de alívio no problema com acupuntura, quiropraxia, massagens, estimulação nervosa elétrica transcutânea (TENS), ultrassom ou protetores noturnos.

 

Mas em determinados casos, a solução sobre o que fazer quando a mandíbula trava envolve a indicação de uma cirurgia. É por isso que procurar um especialista é fundamental: só assim é possível encontrar a combinação de técnicas mais indicada para o seu caso.

 

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A apneia obstrutiva do sono pode ser tratada com a cirurgia ortognática

A apneia obstrutiva do sono pode ser tratada com a cirurgia ortognática

A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono é uma condição que causa paradas na respiração no paciente, sensação de sufocamento ao despertar e em algumas vezes, o paciente pode também apresentar roncos. Por conta disso, a pessoa fica sonolenta ao longo do dia, o que pode deixá-la irritada e constantemente cansada.

 

Em alguns casos, a cirurgia ortognática pode ser indicada para tratar a apneia e é sobre isso que vamos falar neste artigo. Confira!

 

Diagnóstico da apneia

 

O problema é diagnosticado por meio da polissonografia, exame que registra o fluxo aéreo nasal e oral, o esforço respiratório, a saturação de oxigênio, entre outros.

 

A síndrome pode ser tratada com algumas mudanças de hábitos do paciente, como a perda de peso, alimentação e prática de exercícios físicos. Em casos de apneia leve a moderada, aparelhos bucais podem ser indicados para posicionar a mandíbula e a língua de uma maneira que impeça a obstrução.

 

Para casos mais graves, os aparelhos CPAP ou BIPAP são indicados para melhorar o fluxo de ar nas vias respiratórias. Esses aparelhos possuem uma máscara para ser posicionada no rosto, o que melhora a respiração noturna do paciente e, consequentemente, melhora a qualidade do sono e sua disposição durante o dia.

 

Quando a cirurgia ortognática é indicada

 

Pode ser indicado ao paciente com Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono passar em consulta com um cirurgião Bucomaxilofacial, porque em alguns casos a diminuição de espaço para passagem de ar é causada por uma deformidade dento facial, na qual o paciente apresenta retrognatismo.

 

Nesse caso, a mandíbula está em uma posição posterior em relação à maxila, apresentando um padrão facial Classe II, que esteticamente pode deixar o paciente com a impressão de possuir pouco queixo.

 

A cirurgia ortognática é realizada quando o paciente não se adapta ao uso dos aparelhos (bucais, CPAP ou BI-PAP) ou quando a deformidade dento facial possa comprometer o paciente em outras questões, como problemas na articulação temporomandibular, que pode causar dores de cabeça, dor ao mastigar, dificuldade de deglutição, perdas dentárias e até dores na coluna cervical.

 

Como a cirurgia é realizada

 

Além do cirurgião Bucomaxilofacial, um dentista ortodôntico deve ser envolvido no caso para realizar tratamento com aparelho. O tratamento inicial consiste em posicionar os dentes corretamente, e o tempo desse processo varia de acordo com a complexidade de cada paciente, levando em média um ano.

 

Quando o profissional concluir o tratamento ortodôntico, o cirurgião Bucomaxilofacial começa a realizar o planejamento cirúrgico, alinhando as discussões com o ortodontista e com o paciente. A partir disso, exames de imagem são pedidos para direcionar os profissionais.

 

A cirurgia é realizada com aplicação de anestesia geral, e a correção cirúrgica pode ser realizada na mandíbula, no maxilar superior ou nos dois, dependendo de cada paciente, corrigindo a posição dos ossos e deixando os dentes alinhados. Os cortes são feitos internamente, pela gengiva, sem deixar cicatrizes visíveis.

 

Por ser uma cirurgia que também trará benefícios estéticos, o paciente deve relatar suas insatisfações e inseguranças ao médico, que fará o possível para garantir não só uma melhora das funções respiratória e articular, como uma face mais harmoniosa.

 

O pós-operatório causa dores?

 

Uma dúvida comum aos pacientes que irão se submeter à cirurgia ortognática, é em relação à dor no pós-operatório. Mas o sistema de “Fixação Rígida do Esqueleto” não permite que o paciente sinta dores.

 

É normal hematomas surgirem na área manipulada, e o rosto apresentar inchaço. Mas com os cuidados recomendados pelo seu médico, o edema começará a ceder após uma semana.

 

Alimentação e higiene

 

Principalmente no primeiro mês, a alimentação deverá ser apenas composta por líquidos e pastosos. Após esse período, o paciente pode ingerir alimentos macios, mantendo uma dieta leve. A mastigação de alimentos moles ajudará a alongar a musculatura, o que fará com que o inchaço comece a ceder.

 

Outra dúvida comum dos pacientes é em relação à higienização oral. A escovação pode ser realizada normalmente, optando por escovas com cerdas mais macias e tomando cuidado para não prejudicar a cicatrização. Bochecho com produto a base de Clorexidina também é indicado.

 

Resultados

 

Durante os primeiros 30 dias, o paciente deve evitar esforço físico. Também se deve evitar exposição solar e evitar esportes coletivos por 90 dias. Após esse período, é possível retornar as atividades normalmente.

 

Durante a recuperação dos primeiros meses da cirurgia, o paciente já notará melhoras em sua respiração e na sua qualidade do sono. Quando o inchaço começar a diminuir, também será notável a melhora estética proporcionada pela cirurgia.

 

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Planejamento 3D em cirurgia ortognática proporciona resultado mais preciso

Planejamento 3D em cirurgia ortognática proporciona resultado mais preciso

A cirurgia ortognática é uma cirurgia odontológica realizada por um profissional especializado em Bucomaxilofacial, que tem como objetivo melhorar o padrão facial, evitando problemas futuros, em pacientes que apresentem alterações de crescimento ósseo dos maxilares.

 

A cirurgia é realizada para corrigir problemas funcionais, como por exemplo, a mordida, respiração e deglutição do paciente. Mas a questão estética também é levada em conta, pois muitas vezes o paciente apresenta assimetria facial, queixo muito para frente ou para trás, e, dependendo do caso, isso pode acabar afetando até a sua vida social.

 

Por melhorar também a estética, o planejamento 3D da cirurgia ortognática permite que o paciente tenha uma noção de como ficará sua face após a cirurgia, além de proporcionar um resultado mais preciso e, consequentemente, um tempo cirúrgico menor e um pós-operatório mais confortável.

 

Avanço da tecnologia

 

Anteriormente o planejamento cirúrgico da ortognática era realizado manualmente, e o cirurgião utilizava radiografias e moldes das arcadas dentárias em gesso. Isso levava muito mais tempo e acabava não sendo tão preciso, se comparado à tecnologia atual.

 

As imagens tridimensionais na área da saúde surgiram para suprir a necessidade de facilitar todos os processos. A tecnologia atual permite uma análise criteriosa e detalhada da face, auxiliando na análise e diagnóstico, além de mostrar resultados previsíveis e garantir maior precisão.

Como o planejamento tridimensional é realizado

 

O planejamento 3D é feito por meio de uma tomografia computadorizada, e necessita que o paciente faça exames previamente. O resultado final possibilita uma visão geral da face, de frente, de perfil e submento-vértice, ou seja, visto de cima do crânio para o mento.

 

O resultado do planejamento será discutindo entre o cirurgião bucomaxilo e o paciente, que poderá opinar no resultado estético. Já as questões funcionais ficam a critério do profissional.

 

É importante lembrar que o cirurgião tem experiência na área, e que a opinião dele deve ser levada em consideração, inclusive na parte estética.

 

Além disso, o planejamento tridimensional pode ser utilizado em casos de traumas ou sequelas de traumas no rosto, tendo uma visualização geral dos ossos fraturados e estudando previamente o que pode ser feito na cirurgia para obter o melhor resultado.

Cuidados no pós-operatório

 

Por mais que o avanço da tecnologia e o planejamento 3D permita que a cirurgia ortognática seja realizada de maneira mais rápida e reflita em um pós-operatório mais confortável, os cuidados deverão ser levados em conta.

 

A dieta deve ser realizada apenas com alimentos líquidos e pastosos por pelo menos 15 dias. Após esse período, o bucomaxilo pode liberar alimentos que sejam moles e fáceis de ingerir, que não necessitem ser mastigados por mais 15 dias, sem prejudicar a cicatrização e a reparação do esqueleto.

 

É importante ressaltar que a alimentação é algo importante para o processo de recuperação do paciente, que garante o bem-estar e permite uma cicatrização mais rápida.

 

Também é necessário evitar atividades físicas por, no mínimo, 30 dias. A liberação para uma rotina normal dependerá do progresso de recuperação e deverá ser liberado pelo profissional responsável.

O resultado ficará idêntico ao planejamento?

 

O resultado final poderá sofrer poucas mudanças em comparação ao planejamento tridimensional, mas ficará o mais próximo possível.

 

Por conta de uma grande manipulação no local, o resultado poderá ser notado em 30 dias. O inchaço no local, mesmo que pouco perceptível, pode durar ainda algumas semanas.

 

Os cuidados indicados pelo cirurgião na primeira semana do pós são os mais importantes para conter o inchaço e hematomas na região. Mas apesar da grande manipulação, o paciente não sente dores, apenas desconforto por conta do edema.

 

O planejamento é essencial para que o paciente se sinta confortável com as mudanças, e a cirurgia ortognática trará benefícios além dos funcionais e estéticos, devolvendo a confiança para o paciente e melhorando até sua vida social.

 

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Técnica minimamente invasiva para desordens da articulação temporomandibular

Técnica minimamente invasiva para desordens da articulação temporomandibular

A articulação temporomandibular (ATM) liga o maxilar ao crânio, localizada nas laterais da cabeça. Ela é utilizada para diversos movimentos faciais, como por exemplo, ao falar e mastigar. A ATM é responsável pelos movimentos da mandíbula e as disfunções dessa articulação podem apresentar sintomas como dores de cabeça e ouvido, dor e pressão atrás dos olhos, estalos ao abrir e fechar a boca, zumbidos, mandíbulas travadas e dores ao abrir e fechar a boca.

 

Caso note algum desses sintomas, um cirurgião Bucomaxilofacial deve ser consultado para um diagnóstico da sua articulação e cessar o problema com o melhor tratamento para seu caso. A artroscopia na ATM, um procedimento minimamente invasivo, pode ser indicada, e é isso que abordaremos com o nosso artigo. Confira!

 

O que é artroscopia

 

Por meio de um equipamento chamado de artroscópio, que consiste em uma haste menor que dois milímetros com uma câmera em sua ponta, a cirurgia de artroscopia possibilita o médico a olhar o interior de uma articulação, que pode analisar as estruturas como ligamentos e a cartilagem.

 

Por conta do tamanho do aparelho, são realizados apenas dois cortes: um para introduzir a haste com a câmera, permitindo a visão do cirurgião dos tecidos internos e outro corte em que o médico pode manipular e corrigir alterações com aparelhos específicos.

 

Essa técnica garante uma menor manipulação da área a ser tratada, não tendo necessidade de um grande corte, o que trará resultados mais rapidamente ao paciente por conta de um menor tempo de cicatrização.

Quando procurar um profissional

 

Muitas pessoas notam alguma alteração na região da boca, mas não sabem que uma articulação importante pode estar sendo comprometida e por isso não vão atrás de investigar as causas do problema.

 

Ao notar estalos ao abrir e fechar a boca, dores na musculatura da região, dificuldade para fazer movimentos naturais com a boca, e até se notar que quando se sente estressado ou ansioso e força muito os dentes, um odontologista com especialização em Bucomaxilofacial deve ser consultado.

 

O profissional fará o diagnóstico e indicará o tratamento necessário de acordo com cada caso, como veremos a seguir.

Quando realizar a artroscopia da ATM

 

Um cirurgião Bucomaxilofacial analisará clinicamente as queixas do paciente e pedirá exames de imagem para poder verificar o caso.

 

A cirurgia de artroscopia da ATM será indicada caso o paciente já tenha tentado tratamentos com aparelhos ortodônticos, fisioterapia ou com placas de acrílico ou silicone e não tenham demonstrado um resultado satisfatório. Por isso, antes de mais nada é um método para fazer o diagnóstico de algumas alterações na articulação que não podem ser vistas na ressonância magnética, por exemplo.

 

Quando há desgastes nas articulações e fraturas, outros tipos de tratamentos são indicados. A atroscopia da ATM é recomendada para casos não tão graves, que não necessitam de uma cirurgia aberta na região.

 

Pós-operatório

 

Por ser uma cirurgia com cortes pequenos, o pós-cirúrgico torna-se mais confortável que uma cirurgia convencional, além de apresentar menos riscos ao paciente. A cicatrização é mais rápida e geralmente apresenta pouco inchaço e hematomas.

 

O procedimento costuma ser realizado com anestesia geral e por ser uma cirurgia minimamente invasiva, que apresenta quase nenhum risco, o paciente geralmente tem alta após um dia de internação.

 

A alimentação no pós-operatório deve ser realizada com alimentos líquidos e pastosos, principalmente na primeira semana. Após esse período, alimentos macios podem ser adicionados na dieta, mas somente com autorização do médico.

 

Os pontos serão retirados na clínica do médico após sete a dez dias após a cirurgia, e inicialmente ficarão dois risquinhos marcados em cada lado, mas que com o tempo, se cicatrizados corretamente, deverão sumir.

 

Essa cirurgia não causará nenhuma mudança estética ao paciente em seu resultado final, pois tem como objetivo melhorar alguma disfunção da articulação temporomandibular. O Bucomaxilofacial deverá relatar as causas da disfunção e avaliar a necessidade de algum outro procedimento.

Fisioterapia é necessário?

 

Algumas sessões de fisioterapia podem ser indicadas após a cirurgia, para melhorar o funcionamento da articulação, para fortalecimento muscular e também para melhorar a postura do paciente, dependendo do caso. Também ajudará com o processo inflamatório e diminuir o desconforto causado pela manipulação no local.

 

Alguns tratamentos como terapia com gelo (crioterapia), estimulação elétrica e ultrassom pulsátil podem ser realizados na fase inicial para conter a inflamação. Após esse período, exercícios isométricos são aplicados para fortalecer a musculatura da região, sempre respeitando as limitações de cada paciente.

 

Logo após a cirurgia, o paciente pode notar a diminuição dos estalos e inicialmente pode apresentar inchaço e hematomas, mas que com os cuidados corretos, dentro de pouco tempo estará apto a voltar as suas atividades normalmente.

 

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